Nutrição Geral - Nutrição Clínica


Dieta Dash - a dieta para acabar com a hipertensão arterial

A dieta Dash é rica em frutas, vegetais, e produtos com baixo conteúdo de gordura total e saturada. Segundo um estudo com o mesmo nome, esta dieta pode baixar significativamente a pressão sanguínea.

Com a finalidade de testar os efeitos da alimentação nos valores da tensão arterial, foi realizado um estudo científico com o nome de DASH (Dietary Approaches to Stop Hypertension).

Em português, esta sigla significa “abordagem dietética para deter a hipertensão arterial”, e a dieta está orientada no sentido de fornecer um conjunto de alimentos saudáveis e que consigam melhorar a hipertensão arterial, através dessa intervenção nutricional.

Sendo a hipertensão arterial um grande factor de risco para o desenvolvimento de complicações cardiovasculares, é urgente que os milhões de pessoas que dela padecem, sejam informadas sobre o que podem fazer a nível alimentar para melhorar este factor.

A dieta Dash revelou ser um tratamento simples, barato e altamente eficaz para combater a hipertensão arterial, actualmente um dos mais graves problemas de saúde pública. Apresenta também a grande vantagem de não requerer grandes modificações nos hábitos dos pacientes.

Em que consiste a dieta Dash??

Basicamente, a dieta Dash recomenda:

  • Elevada ingestão de fruta e legumes: pelo menos 3 peças de fruta diariamente e 4 doses de vegetais (na forma de sopa e/ou como acompanhamento no prato);
  • Baixo consumo de gorduras saturadas (e gorduras em geral) e colesterol: isto significa um consumo preferencial de peixe e aves sem pele, consumo moderado de partes magras de carne bovina e suína; leite e derivados (queijo e iogurtes) magros ou meio gordos; sem esquecer toda a gama de produtos industrializados (bolos, bolachas, aperitivos, refeições preparadas, etc.), alimentos fritos e óleos em natureza, que contêm grandes quantidades de gorduras.

Este regime garante uma ingestão elevada de fibras, cálcio, potássio e magnésio, e é moderada em proteínas, o que, como tem sido demonstrado em vários estudos, provoca diminuições da pressão arterial sistólica e diastólica.

A restrição de sódio na dieta, num máximo de 6 gramas de sal por dia (1 colher de chá), não só diminui os valores de pressão arterial como também reduz a necessidade de medicamentos hipotensores.

Aumentar o consumo de ácidos gordos ómega 3 (presentes em especial nos peixes gordos, mas também nas sementes de linho), pode ter efeitos benéficos sobre a regularização da tensão arterial.

Cada vez está mais claro que factores ambientais, que incluem a dieta, podem influenciar de forma positiva o desenvolvimento de certas doenças como a aterosclerose e hipertensão arterial, da mesma forma que estilos de vida nocivos (tabaco, bebidas alcoólicas, inactividade física) podem influenciar negativamente a evolução destas doenças.

 

 

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