Nutrição Geral - Nutrição Clínica


Aumento de peso na gravidez

A falsa crença de que a mulher grávida deve comer por dois, faz com que muitas engordem excessivamente, com todos os problemas que daí advêm.

Uma alimentação equilibrada deve fornecer as calorias e os nutrientes necessários à saúde da mãe e do bebé, sem que a mãe adquira excesso de peso (para além do desejável).

Uma intervenção nutricional no período que antecede a concepção tem como principais finalidades, que:

  1. A mulher não tenha peso a mais: mulheres com excesso de peso estão mais sujeitas a situações de diabetes gestacional, hipertensão e doenças renais. O feto é também prejudicado pelo excesso de peso da mãe, verificando-se um aumento de acidentes de parto que podem ser mortais.
  2. A mulher não tenha peso a menos: mulheres com baixo peso e estado nutricional debilitado antes da gravidez, tendem a dar à luz bebés de baixo peso, com um desenvolvimento fetal deficiente.
  3. A mulher esteja bem nutrida: a mulher com um peso próximo do ideal e bom estado geral de saúde, terá grandes probabilidades de ter uma gravidez sem problemas.
  4. A mulher tenha bons hábitos: não ingerir bebidas alcoólicas, não fumar nem usar drogas, bem como evitar alimentos com aditivos de toxicidade comprovada.

No decurso da gravidez a mulher precisa de uma alimentação adequada para manter, e até melhorar, a sua saúde, de forma a criar as melhores condições para o desenvolvimento do seu bebé.

De uma forma geral, as necessidades acrescidas de nutrientes aumentam com o desenrolar da gravidez: no início são pequenas e crescem pouco a pouco no decurso dos dois últimos trimestres, tornando-se mais exigentes durante a lactação.

Quais são as necessidades extra da grávida?

Para si própria, a mulher precisa de mais calorias (provenientes essencialmente dos hidratos de carbono e das gorduras) e um suplemento de nutrientes reguladores e plásticos (proteínas, ácidos gordos essenciais – ómega-3, vitaminas, minerais, fibra e água).

O que muda no corpo da mulher?

Com esses acréscimos, a mulher possibilita que uma série de transformações ocorram no seu corpo:

  • Para o êxito da lactação, deve haver uma acumulação de cerca de 4 kg de gordura nas nádegas e nas coxas;
  • Verifica-se um aumento da produção de sangue;
  • Órgãos como o coração e o útero aumentam de tamanho e de actividade;
  • Os seios desenvolvem-se para produção de leite, entre muitas outras transformações.

Simultaneamente, a mulher grávida utiliza este extra de nutrientes para o desenvolvimento e maturação do feto, para a formação de membranas, do líquido amniótico e da placenta, órgão que garante as trocas nutritivas entre a mãe e o feto.

Qual o aumento de peso normal?

Quanto ao aumento de peso, é desejável que se engorde entre 12,5 a 14 kg, em média, até ao final da gravidez.

O peso da grávida não deve aumentar mais de 1 ou 2 kg durante o primeiro trimestre, cerca de 4 ou 5 kg até à 20ª semana e de 8,5 a 10 kg até à 30ª semana.

Uma mulher que tenha excesso de peso ao engravidar, deve esforçar-se por não aumentar mais de 8 a 9 kg, em média. Dietas muito baixas em calorias não são aconselhadas, mas a mulher deve ter a preocupação de evitar alimentos gordos e açucarados, sem interesse nutricional, e sujeitar-se a um programa de exercício físico ligeiro diário (caminhar, nadar, ou outro ginástica adequada, desde que o seu médico não se oponha).

Mulheres magras ou enfraquecidas ao engravidar devem aumentar cerca de 14 quilos ou mais, comendo equilibradamente mas em maior quantidade do que seria necessário

 

 

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