Nutrição Geral - Emagrecimento


Afinal, porque engordamos?

Vivemos numa época em que o consumo de alimentos hipercalóricos acompanha as comodidades da vida moderna, com pouco esforço físico. O resultado é previsível: excesso de peso e obesidade estão a transformar-se numa situação cada vez mais frequente.

A causa básica da obesidade é um desequilíbrio entre a ingestão calórica e o gasto de energia, mas os mecanismos que levam a este desequilíbrio ainda não estão totalmente esclarecidos.

Os mecanismos que controlam o gasto de energia e uma série de factores que regulam o apetite, obedecem a uma determinação genética. Entretanto, estudos realizados têm mostrado que, para a grande maioria dos indivíduos, os factores genéticos contribuem com cerca de 1/3 de importância, ficando os outros 2/3 para os factores ambientais.

A importância dos factores ambientais fica bem clara ao analisar o aumento considerável da obesidade nos últimos 20 anos, que evidentemente não obedece a nenhuma mudança genética. Tal facto deve-se unicamente às modificações no estilo de vida das populações, ou seja, aos factores ambientais.

Menos actividade física

Dentre os principais factores responsáveis pelo aumento dos casos de obesidade encontram-se os recentes confortos da vida moderna: o automóvel, o elevador, o controle remoto, o telefone e uma série de invenções que determinaram uma redução brusca e intensa da actividade física.

Uma redução da actividade física significa menor gasto energético e portanto, acumulação de energia excedente sob a forma de gordura.

Alteração dos hábitos alimentares

Outro factor ambiental importante na génese da obesidade é a mudança dos hábitos alimentares, resultado, entre outros, de uma cada vez maior oferta de alimentos. Os alimentos fornecedores de energia são os hidratos de carbono, as proteínas e as gorduras. Destes, os dois primeiros fornecem 4 calorias por grama, enquanto que as gorduras fornecem 9 calorias/grama.

Há cerca de 100 anos, o alimento básico da maioria das populações em todo o mundo eram os hidratos de carbono complexos, nutriente encontrado nos alimentos de mais fácil acesso, como o trigo, milho, grãos, cereais e raízes em geral. Este nutriente correspondia a 60% do total ingerido na dieta da época.

Com o progresso começou a haver uma maior oferta de alimentos industrializados, as refeições tornaram-se de preparação e ingestão mais rápida, sem esquecer o aparecimento do chamado " fast food". Estes alimentos têm como característica principal o alto teor de gordura e/ou proteína e uma baixa oferta de hidratos de carbono complexos. Inverteu-se portanto o padrão normal de alimentação.

Se levarmos em conta que 1 grama de gordura contém 9 calorias, é fácil entender quem é o vilão da história. Se não tem noção da quantidade de gordura que existe nos alimentos, ficam alguns exemplos para reflectir: um simples jesuíta tem 40g de gordura, um mil-folhas 30g de gordura, um bolo de arroz tem 8g de gordura,..., e os exemplos não teriam fim! Multiplique as gramas de gordura por 9 e fica a saber quantas calorias esse alimento tem, provenientes apenas da gordura. Depois lembre-se que ainda falta contabilizar o açúcar...

A gordura está escondida, em grandes quantidades, em alimentos que a maior parte das pessoas nem desconfia. Deve por isso estar atento aos rótulos dos produtos alimentares embalados.

Além de ser mais calórica que os outros dois nutrientes energéticos, a gordura tem uma extrema capacidade de agradar ao paladar e, traiçoeiramente, um baixa capacidade de provocar sensação de saciedade. Por outras palavras, é fácil e saboroso comer gordura.

A chave de uma boa saúde é seguir uma alimentação equilibrada e variada, com diversos tipos de alimentos. Comer alimentos errados e abolir refeições pode privar o corpo dos nutrientes vitais para que ele funcione adequadamente.

O ideal seria organizar o tempo (e o hábito) para poder fazer de quatro a seis refeições diárias. O pequeno-almoço é especialmente importante. Ao acordar, o corpo necessita, antes de tudo, de glicose, para que o cérebro se possa concentrar. E quem “pula” refeições acaba por fazer picos de glicose. Resultado: cai o rendimento intelectual e aumenta a irritabilidade. Se o período de jejum for prolongado, o organismo acaba por utilizar as reservas de proteínas e, consequentemente, perde massa muscular. As desagradáveis oscilações de humor e mau hálito são outras das consequências prováveis, para além da fome devoradora que sentirá na próxima refeição, e que fará com que coma muito mais do que precisa.

Uma dieta ou plano alimentar tem como objectivo recuperar o equilíbrio energético e alimentar, associado ao prazer de comer, que é a única forma de manter o indivíduo satisfeito e capaz de controlar a sua compulsão por alimentos mais calóricos.

 

 

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