Nutrição Geral - Alimentação Vegetariana


Possíveis excessos na alimentação vegetariana

É comum pensarmos nos vegetarianos como sendo pessoas magras, mas não é necessariamente assim. Será que basta não comer carne para se ser saudável? Imagine um vegetariano puro (vegan) que come diariamente vários bolos, chocolates, crepes fritos de legumes ou de soja...

Albert Einstein, 1879-1955:
“Nada beneficiará tanto a saúde humana e aumentará as hipóteses de sobrevivência na Terra quanto a evolução para uma dieta vegetariana”

Aderir a uma dieta vegetariana significa basicamente eliminar da alimentação todos os produtos de origem animal, na versão mais pura do vegetarianismo, ou apenas a carne e o peixe, no caso dos ovo-lacto-vegetarianos.

Sabemos que os produtos de origem animal referidos são as maiores fontes de proteína animal e também de gorduras saturadas.

Quanto às proteínas, é perfeitamente possível obtê-las a partir dos alimentos de origem vegetal (leguminosas, cereais, sementes e oleaginosas), sem o inconveniente de os alimentos vegetais arrastarem consigo gorduras saturadas.

De facto, o consumo excessivo de carne, pela grande quantidade de gorduras saturadas que contém, está relacionado com o desenvolvimento de muitas doenças, nomeadamente cardiovasculares, elevação dos níveis de colesterol sanguíneo, obesidade e toda uma série de perturbações que daí advêm.

No entanto, as gorduras saturadas não são um nutriente exclusivo da carne : existem no leite e derivados gordos, na manteiga e nos óleos de palma e de coco, em grande quantidade.

O que é a gordura trans ou hidrogenada?

Para além das gorduras saturadas existe um outro tipo de gordura - a gordura trans - associada ao desenvolvimento de doenças cardiovasculares.

Os óleos alimentares (líquidos) são submetidos a um processo denominado hidrogenação, para que se transformem em gorduras sólidas ou semi-sólidas. Neste processo verifica-se a formação de gorduras trans ou hidrogenadas, um tipo de gordura tão ou mais prejudicial que as gorduras saturadas.

De realçar a presença de enormes quantidades de gorduras saturadas e/ou hidrogenadas, em produtos fora de suspeita, para muitas pessoas: alimentos industrializados contêm normalmente grandes quantidades de gordura escondida. É o caso das bolachas, biscoitos, pasteis, crepes e todo o tipo de salgadinhos, fritos ou não, alimentos congelados e pré cozinhados, etc. Todos estes alimentos são permitidos aos vegetarianos (não contêm carne) mas não é, de todo, aconselhado o seu consumo frequente.

E não nos devemos esquecer que um alimento pobre em gorduras pode deixar de o ser, se for frito, se lhe adicionar gorduras para temperar ou cozinhar. Mesmo um prato de legumes se pode transformar numa refeição hipercalórica e com muita gordura (hiperlipídica). Deixe de lado os alimentos fritos e prefira os assados, cozidos no vapor ou em água, grelhados, estufados, salteados com azeite.

Muitos ovo-lacto-vegetarianos tendem a consumir demasiada gordura saturada oculta nos lacticínios. Para reduzir essa quantidade de gordura deve optar pelas variedades de leite e queijos meio gordas e evitar o excesso de manteiga e natas.

Os produtos doces são outro tipo de alimento permitido aos vegetarianos e, muitas vezes, há uma tendência para abusar deles. O açúcar em excesso não é recomendado: e não se iluda se no rótulo do produto anunciarem que se trata de “açúcar mascavado” ou “açúcar de cana” pois as diferenças entre estes e o vulgar açúcar branco, são mínimas. Em lojas de produtos dietéticos existem boas alternativas aos doces comuns, em que são utilizadas massas de frutas, passas de uvas, figos secos e os próprios cereais para adoçarem. Apesar de serem também calóricos, contam com mais nutrientes (minerais, vitaminas e fibras).

Assim, dando plena razão a Einstein alerro para alguns cuidados adicionais a ter, para viver um vegetarianismo mais saudável!

 

 

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