Nutrição Geral - Alimentação Infantil


O poder da publicidade na alimentação infantil

Quem tem filhos sabe que a publicidade na televisão tem uma influência muito poderosa sobre os hábitos alimentares dos mais pequenos. A mensagem também pretende atingir os pais, por isso, esteja atento e não acredite em tudo o que lhe querem vender!

A televisão transformou-se, nos últimos anos, no melhor amigo de muitas crianças, a fiel companheira dos que ficam em casa entretidos, sempre que têm algum tempo livre.

Para além desse hábito promover um elevado grau de sedentarismo na criança, leva a que os mais pequenos assistam a uma cascata infinita de anúncios, que foram especialmente concebidos para serem “devorados” e interiorizados por elas.

A publicidade a produtos alimentares representa mais de 90% de toda a publicidade que passa nos intervalos de programas infantis. As agências de publicidade são formadas por equipas de profissionais que conhecem muito bem o perfil dos mais pequenos, e que sabem colocar-se na pele da criança, entrar no seu mundo mágico e criar personagens que cumprem muito bem o seu papel.

O condicionar do hábito….

A capacidade que a publicidade de certos produtos tem de criar comportamentos automatizados nas crianças é ainda mais relevante do que o despertar da vontade de comer. É verdade que muitas crianças adoram estar constantemente a petiscar (o que quer que se lhes ofereça) enquanto vêm televisão, e o grande perigo é que elas comem o que estiver à mão. As bolachas, bolos e os aperitivos salgados industrializados são os preferidos (e também os mais publicitados!).

Estes alimentos, na grande maioria, pobres do ponto de vista nutricional mas repletos de calorias (muito açúcar e/ou gordura), são ingeridos de forma inconsciente, sem uma mastigação adequada e muito acima do limiar de saciedade. Tão distraídas que estão a ver a televisão, dificilmente se apercebem que o pacote de batatas fritas já está vazio...

Desequilíbrio do balanço energético

Desta forma “distraída”, vão sendo ingeridas centenas de calorias que não serão gastas na mesma proporção, já que as brincadeiras são cada vez menos activas do ponto de vista físico, com pouco gasto de energia. O resultado mais provável é o excesso de peso, que se poderá transformar em obesidade se a situação se prolongar por muitos anos.

È fundamental criar hábitos alimentares saudáveis nas crianças até aos cinco anos de idade. Obviamente que a luta não deve terminar nesta altura, mas esta fase é muito favorável a que se crie um consumidor assíduo de guloseimas, ou então o inverso.

Construa hábitos alimentares bons e inabaláveis…

Habitue o seu filho a comer frequentemente alimentos como a fruta, legumes na sopa e no prato, saladas, peixe e carne alternadamente, cereais pouco doces, arroz, massa e outros cereais em detrimento das batatas fritas, …

Mostre-lhe o que é uma alimentação saudável com o seu próprio exemplo! Explique-lhe que as guloseimas e aperitivos são permitidos ocasionalmente, em situações pontuais e festivas, mas que não devem fazer parte dos hábitos diários.

Não vá em cantigas quando ouvir dizer que aquele chocolate até tem mais leitinho que cacau porque, quem diz isso, não se refere também à quantidade brutal de açúcar e gordura presente no dito chocolate ou snack.

Se a questão são os nutrientes que o leite fornece, então pode também, com a mesma facilidade, enviar-lhe para o lanche um pacotinho de leite ou 1 iogurte líquido e um pãozinho com queijo. Esta é com certeza uma opção mais saudável.

O gosto pelo desporto e por uma alimentação saudável é algo que se deve ensinar desde a mais tenra idade às crianças. Sabemos que o ser humano é um “animal” de hábitos, e se incutir estilos de vida saudáveis nos seus filhos, as probabilidades de eles virem a ser adultos saudáveis são muito maiores.

 

 

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