Nutrição Geral - Alimentação Infantil


Como tratar a obesidade infantil?

Tratar uma criança obesa exige cooperação e envolvimento familiares, para que esta sinta motivação para aderir a uma dieta equilibrada e a um programa de exercícios regulares controlados.

Para o sucesso do tratamento da obesidade infantil deve ter-se presente a necessidade de um programa que inclua envolvimento familiar, modificações dos hábitos alimentares, planeamento de actividades e componentes comportamentais, incluindo a prática regular de exercícios físicos.

Para o tratamento da obesidade infantil é necessário a presença de uma equipa multidisciplinar que inclua médico, nutricionista, educador físico e, um outro profissional de extrema importância, o psicólogo.

Para melhores resultados no tratamento é importante a cooperação dos pais e familiares, que devem estar sensibilizados para os riscos da obesidade na vida adulta.

A imposição de regimes rígidos ou pré estabelecidos são contra indicados pela ineficiência comprovada, devido à dificuldade de aderência e ainda por representar um factor que gera mais angústia nas crianças, que muitas vezes vêm a alimentação como uma forma de compensação emocional.

Os pais são então os grandes agentes de mudança e devem ser orientados de modo a planearem a alimentação da família como um todo, para que a criança não se sinta marginalizada na sua própria casa. Considera-se muito importante que toda a família participe na processo de adequação alimentar, para que a dieta não se torne tão desagradável para a criança e para que ela não tenha que se privar da companhia dos outros familiares durante as refeições.

Existem pequenas modificações na rotina familiar que podem fazer grandes diferenças no tratamento da criança obesa, no sentido de a ajudar a emagrecer gradualmente sem muito sofrimento.

  • Prepare as refeições de modo a poderem ser saboreadas por toda a família, para que a criança não se sinta excluída;
  • Insista em que todos deverão iniciar a refeição com um prato de sopa, e faça sopas variadas em legumes, com muita hortaliça, pouca batata e pouca gordura. Se a sopa tiver muita batata deverá diminuir a quantidade de acompanhamento amiláceo (batata cozida, arroz, massa, etc.) no prato;
  • Faça com que as porções pareçam maiores usando pratos menores;
  • Em vez de colocar os alimentos na travessa em cima da mesa, deixe-a na bancada, para evitar o consumo de grandes quantidades e a repetição do prato principal;
  • Enquanto compõe o prato da criança, tenha o cuidado de aumentar a quantidade de alimentos de baixo valor calórico, mas que ocupam muito espaço e dão “alegria” ao prato pelas suas cores (alface, tomate, cenoura ralada, pepino, pimentos, rabanetes, cogumelos, etc., dando sempre preferência aos gostos da criança);
  • Não prepare molhos ricos em gordura (manteiga, natas, maionese, etc.) e não faça fritos com frequência;
    Controle o ambiente doméstico de modo a não ter acessíveis alimentos muito calóricos (chocolates, rebuçados, bolachas, bolinhos, refrigerantes, batatas fritas, etc.);
  • Coloque um jarro com água na mesa e deixe que a criança se sirva à vontade (a água não engorda, nunca, e pode ajudar a uma saciedade precoce);
  • Permita o consumo moderado (1 copo) de refrigerantes em ocasiões especiais ou semanalmente (defina o acordo e mantenha-se firme!);
  • Mantenha o frigorífico sempre provido de iogurtes magros, queijos magros, legumes e gelatina (faça uma saudável gelatina com sumo natural de fruta e folhas de gelatina incolor, para evitar o açúcar e os corantes das gelatinas instantâneas);
  • Mantenha a fruteira com uma boa variedade de fruta da época;
  • Não discuta ou critique a criança à mesa, na hora da refeição, para que ela não desconte as suas frustrações na comida.
  • Elogie (a qualquer hora e em qualquer lugar!) todos os progressos que a criança fizer;
  • Enfatize sempre o positivo, dando mais relevância ao que a criança pode comer e não ao que lhe está proibido;
  • Estimule a criança a praticar alguma actividade física como andar de bicicleta, da patins, caminhar, nadar, jogar futebol, etc. Quando possível acompanhe-a!

 

 

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