Nutrição Geral - Alimentação Infantil


Alimentação da criança

Alimentar uma criança é normalmente motivo de preocupação para os pais. Obrigar ou não a criança a comer, é uma questão que aflige um grande número. A reeducação alimentar é um processo lento que exige muita paciência e boa vontade, principalmente quando se trata de crianças.

Sabe-se que a alimentação equilibrada, em quantidade e qualidade, influencia os processos de desenvolvimento a curto e a longo prazo, bem como os processos patológicos. Desta forma, escolhas e comportamentos alimentares correctos durante a infância, terão consequências positivas ao longo da vida.

Dada a importância da alimentação, é normal que muitos pais se aflijam, se o seu filho come pouco de uma forma geral, ou não come determinado alimento, que se sabe ser imprescindível para um perfeito desenvolvimento da criança.

A chave para uma boa nutrição da criança é introduzir uma grande variedade de novos sabores e texturas e encorajá-la, desta forma, a apreciar os alimentos que são bons para ela. A apresentação do alimento, bem como o cheiro e o sabor, ajudam a modular as quantidades de alimentos que serão ingeridas.

É importante lembrar que o padrão alimentar é influenciado pelos hábitos culturais e familiares. Não se esqueça de dar o exemplo, sabe como as crianças são observadoras a perspicazes, e se lhe diz que comer sopa e fruta faz bem à saúde, e depois não o faz na sua própria alimentação, a criança pode tentar imitá-la.

Recusar comida é uma arma poderosa utilizada pela criança pequena, muitas vezes por capricho.

Em primeiro lugar é necessário verificar se a criança apresenta alguma deficiência no crescimento, devido à baixa ingestão alimentar. Se assim for, é indicado um tratamento conjunto com o pediatra e o nutricionista.

Por outro lado, se o peso e a altura da criança forem normais em relação à idade (pode confirmar isso através do gráfico dos percentis para o peso e altura), apesar dela se alimentar aparentemente mal, não se deve preocupar, apesar de poder tentar mudar gradualmente os hábitos do seu filho, reeducando os seus gostos.

Aqui vão algumas dicas para melhorar o apetite e a aceitação dos alimentos:

- Apresente pratos coloridos, pois o visual do alimento é muito importante para estimular o apetite das crianças (e dos adultos também).

- Delimite horários para as refeições e lanches, e não deixe que o intervalo entre eles seja superior a 3 horas, para aumentar a capacidade de digestão, absorção e armazenamento dos alimentos. Evite oferecer alimentos doces (rebuçados, bolos, bolachas doces, chocolates, gelados, etc.) entre as refeições, pois para além de desnutrirem, impedem que a criança tenha fome na altura da refeição, e acaba por não comer o que devia porque comeu o que não devia!

- Se a criança “pular” uma refeição ou um lanche, não deve tentar compensar. Espere pela próxima refeição, pois certamente ela estará com fome.

- Não discuta ou obrigue a criança a comer à refeição, para que o acto de comer não se transforme num momento de frustração.

Uma refeição menos equilibrada de vez em quando não deve constituir uma preocupação para os pais, pois a criança compensa noutras refeições, quando sente fome.

 

 

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