Nutrição Geral - Alimentação Equilibrada


Alimentos funcionais

Os alimentos funcionais são o resultado da investigação da indústria e engenharia alimentares, no sentido de produzir alimentos modificados que possam, através dos seus ingredientes, promover benefícios para a saúde.

Os alimentos funcionais são definidos como qualquer alimento modificado ou ingrediente alimentar, que pode proporcionar um benefício para a saúde, para além dos nutrientes tradicionais que contém. Estes alimentos têm sido alvo de numerosas pesquisas e avaliação científica. Nos últimos anos, o número de novos alimentos funcionais desenvolvidos tem sido enorme.

Um alimento funcional é muitas vezes comparado a um alimento enriquecido ou fortificado em algum nutriente, cujas propriedades são conhecidas e relacionadas com a prevenção e tratamento de certas doenças. Os exemplos de alimentos funcionais com potenciais efeitos na saúde são muitos.

Como se “descobrem” esses alimentos funcionais?

É a investigação científica que, após numerosos estudos, associa determinado nutriente (o seu excesso ou carência) a uma doença ou situação patológica. A partir desse conhecimento, procura-se melhorar certos alimentos para beneficiar a saúde dos consumidores, proporcionando ainda uma maior variedade às escolhas alimentares.

É comum ouvirmos falar dos benefícios do consumo regular de iogurtes com bífidos, onde são introduzidas bactérias benéficas para o organismo, normalmente as da família dos lactobacilus e das bifidobactérias. Ingerir diariamente produtos que as contenham ajuda, de facto, a uma melhoria do equilíbrio da flora intestinal do nosso organismo, com toda uma melhoria do funcionamento do aparelho digestivo e do sistema imunitário, e consequente protecção contra algumas formas de cancro.

A suplementação com cálcio e vitamina D de leites, margarinas e outros alimentos foi pensada no sentido de promover a saúde dos ossos e evitar a osteoporose. Sabe-se que estes nutrientes desempenham um papel importantíssimo na estrutura do osso e no metabolismo da matriz óssea. Ao aumentar a ingestão desses nutrientes através de alimentos de uso corrente, pretende-se uma adequação às necessidades das pessoas mais necessitadas (mulheres na pré-menopausa e já na menopausa, grávidas, idosos em geral, bem como de todos aqueles que tenham um consumo deficiente de lacticínios ou outras fontes de cálcio).

Os feijões de soja e os seus derivados (tofu, leite de soja, proteína de soja texturizada, etc.) podem ser considerados alimentos funcionais, por conterem elevadas quantidades de uma substância com alegados efeitos na saúde humana. Trata-se das isoflavonas, um tipo de fitoquímico com características semelhantes aos estrogénios humanos (por isso muitas vezes se lhes chama fitoestrogénios), e que podem ajudar a aliviar os sintomas da menopausa e da osteoporose, em mulheres de meia-idade. Pensa-se também que podem reduzir o risco de doenças cardiovasculares e de certos cancros como o da mama, da próstata e do intestino.

Estão a ser desenvolvidos muitos alimentos que contam com a presença das proteínas da soja ou isoflavonas puras, sendo considerados por isso, alimentos funcionais.

Outro grupo de nutriente frequentemente introduzido em alimentos funcionais é o dos ácidos gordos ómega-3, presente em grande quantidade nos óleos de peixe. Este tipo de gordura tem sido muito estudado e a sua ingestão é associada a uma diminuição do risco de doenças cardiovasculares, diminuição dos níveis de colesterol e da tensão arterial, e ainda uma boa arma na luta contra os processos inflamatórios verificados em doenças como a artrite reumatóide, entre outros. Assistimos ao aparecimento de leites, bolachas e margarinas enriquecidos com ómega-3, em quantidades que supostamente conseguem perfazer as necessidades diárias recomendadas. Nestes casos, o preço dos produtos enriquecidos é muito superior ao dos produtos originais.

Os cereais prontos a consumir e alguns pães são normalmente enriquecidos com diversas vitaminas e minerais e a adição de ácido fólico (uma vitamina do complexo B) faz com que se considerem alimentos funcionais, uma vez que se sabe que a ingestão de ácido fólico ajuda a reduzir a incidência de defeitos do tubo neural nos fetos (vulgar espinha bífida).

A Associação Americana de Dietistas acredita que determinadas substâncias presentes nos alimentos funcionais podem desempenhar um papel benéfico na saúde, como parte de uma dieta variada e equilibrada.”

 

 

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